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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Uma ideia original!




Utilizar um daqueles recipientes japoneses em bambu, para cozer ao vapor, para guardar os alhos e as cebolas. São produtos que devem ser mantidos num local seco e arejado e estes recipientes são ideais para isso. Além de ficarem um espectáculo no balcão da cozinha!

Dica publicada no fantástico e útil The Kitchn, ideia original da Martha Stewart.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Conservação de Legumes – Congelamento

Se há queixa que não temos em relação à ‘pipoca’ é no que diz respeito à comida… Come tudo e de tudo o que lhe damos! As sopas; os legumes; a fruta; a carne e o peixe… Bem… Na realidade temos uma queixa… É sempre com grande dificuldade que conseguimos dizer que já chega, não há mais, a papa acabou!!! São um drama, os finais das refeições…

A quantidade não é portanto um problema, mas a qualidade é sem dúvida uma preocupação, e uma vez que a utilização de legumes cá por casa aumentou significativamente com a chegada da ‘pipoca’, tenho procurado aprender um pouco mais sobre eles e a melhor forma de os conservar e preparar.

Aqui ficam então, algumas informações e conselhos que considero bastante úteis, provenientes de fontes diversas, nomeadamente a Dr.ª Solange Burri (lic. em microbiologia) e a Dr.ª Paula Veloso (nutricionista). Deixo alguns links no final do post:


Os legumes são alimentos que, mesmo estando congelados, se vão degradando progressivamente...

O que se deve fazer para congelar os legumes é efectuar o seu branqueamento que consiste em introduzir os legumes, cortados e lavados, durante cerca de 3 ou 4 mins. em água a ferver (sem sal) e depois passá-los por água gelada - devem ser arrefecidos rapidamente para interromper o cozimento - escorrer e congelar.

O branqueamento dos legumes é importante, já que diminui ou elimina a acção de enzimas responsáveis pelo amadurecimento e consequente degradação dos legumes, que continuam activas durante a congelação. Este processo contribui ainda para a preservação e higiene dos alimentos, reduzindo a quantidade de microrganismos da sua superfície.

O branqueamento em casa é um processo moroso e pouco prático... Por esta razão os legumes ultra-congelados (branqueados logo após a colheita) são uma boa alternativa e têm, muitas vezes, uma qualidade superior aos congelados em casa ou àqueles que são mantidos vários dias no frigorifico.

Apesar do processo de branqueamento implicar sempre uma perda nutricional, por vezes esta não chega a ser tão significativa quanto a que acontece durante o armazenamento de alguns dias no frigorífico ou à temperatura ambiente.

O ideal – diz a Dr.ª Solange Burri - é preparar um puré com os legumes frescos e só depois congelar. Aguenta imenso tempo no congelador e mantém todas as propriedades nutricionais... Importante é usar pouca água ao cozer e aproveitá-la para o puré, já que vale ouro!

Os legumes branqueados e congelados deverão ser posteriormente introduzidos na água já a ferver quando se desejar cozinhá-los, sem descongelamento prévio.


Fontes:
http://solangeburri.blogspot.com/2008/02/dvidas-de-mms_28.html
http://solangeburri.blogspot.com/2008/03/dvidas-de-mms_29.html
http://solangeburri.blogspot.com/2009/04/duvidas-de-papas-congelar-legumes-crus.html
http://www.seleccoes.pt/Viver/Culinaria/detalhe.asp?tipo=detalhe&ID=2803
http://www.educare.pt/educare/Opiniao.Artigo.aspx?contentid=5ADF00FF26579FCFE0400A0AB8002BC3&channelid=5ADF00FF26579FCFE0400A0AB8002BC3&schemaid=&opsel=2

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SOPINHA – Arrefecimento

Voltamos a um tema que está sempre na ordem do dia cá de casa: a sopinha!!!

Salvo muito raras excepções, as refeições da ‘pipoca’ começam sempre pela sopinha. Ela não se importa nada nem se faz rogada para comê-la, e já há bastante tempo (talvez desde os 18 meses) que faz questão de o fazer sozinha, ficando mesmo muito zangada se a tentamos ajudar ‘axuda não, axuda não!!!

Faço sopinha 2 vezes por semana (às vezes chego a fazer 3 – mas com a ajuda da Bimby, não custa nada), e assim que fica pronta sigo alguns procedimentos que fui aprendendo, de modo a que o arrefecimento seja feito da forma mais correcta, para uma boa preservação. Partilho então algumas considerações sobre este tema:


Como arrefecer os alimentos – para posterior armazenamento:

Quando submetemos um alimento ao calor, estamos a contribuir para a redução, ou mesmo eliminação total, de bactérias. Isto acontece por exemplo com a sopa, que no processo de preparação atinge temperaturas altas, durante um período de tempo prolongado.

Ao tratar-se de um alimento rico em vitaminas, sais minerais e proteína animal, ainda por isso com bastante abundância de água, então temos aqui um excelente caldinho para as bactérias que deambulam pelo ar.

O que acontece se deixarmos destapados, os alimentos em arrefecimento? Estaremos a promover a recontaminação do alimento, o que nos traz algumas desvantagens:

- Período de vida mais curto;
- Redução nutricional porque as bactérias se vão alimentar com os nutrientes que deveriam chegar ao consumidor;
- Com 2-3 dias no frigorífico corre-se o risco de o alimento em causa causar transtornos intestinais a quem o consuma, ainda que aparentemente pareça inócuo...

A questão de tapar é, então, fundamental e deve ser feita logo após o tratamento térmico. Ou seja, assim que o alimento esteja pronto, dividir rapidamente por recipientes que deverão ser logo tapados, Deixar arrefecer, no máximo 2 horas, à temperatura ambiente e depois refrigerar ou congelar.

Baseado num post do blogue Babysol da Drª Solange Burri - Licenciada em Microbiologia e Pós-Graduada em Segurança Alimentar. Mestranda em Inovação Alimentar.


Ainda uma outra fonte, desta vez o Portal de Saúde Pública, reforça a importância de um correcto arrefecimento pós-confecção,e complementa o que já ficou referido acima:


O arrefecimento dos alimentos confeccionados deve ocorrer o mais rapidamente possível, de modo a manter uma boa qualidade física e microbiológica dos alimentos.

Após a sua confecção os alimentos devem ser arrefecidos, em menos de 2 horas, até aos 10ºC, sendo posteriormente acondicionados a temperaturas iguais ou inferiores a 4ºC.
Nunca se devem deixar arrefecer os alimentos à temperatura ambiente, durante um longo período de tempo, pois esta prática coloca os alimentos na “zona de perigo”.
O arrefecimento deverá ser efectuado colocando o recipiente com o alimento num banho de água fria, introduzindo-o posteriormente na câmara de refrigeração.