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domingo, 14 de março de 2010

Pão de Espelta e Centeio - na Römertopf

Este é o 2º pãozinho assado na Römertopf. Tal como o anterior, ficou macio e com a crosta fina e estaladiça.

Baseei-me na receita que costumo fazer de pão de mistura (trigo e centeio), mas substituí a farinha de trigo por farinha de espelta.

Nota-se uma pequena diferença na textura (parece-me que os pães de espelta ficam um pouco mais fofinhos) e quase nenhuma no sabor.
As vantagens são que a espelta é mais rica a nível nutricional e melhor suportada por que tem alguma intolerância ao trigo. A desvantagem é que é uma farinha mais cara.

Pão de Espelta e Centeio



450 gr de farinha de espelta (T70)

50 gr de farinha de centeio
20 gr de fermento de padeiro
300 gr de água
1 colher de chá (cheia) de sal

Introduzir os ingredientes na cuba da MFP pela ordem indicada (desfazer o fermento e colocar no meio da farinha). Seleccionar o programa 'massa' - no meu caso é o 8 e demora cerca de 1h30.
No final do programa, retirar a massa da cuba para uma superfície enfarinhada e dar a forma desejada. Polvilhar com farinha, fazer uns cortes e colocar na Römertopf, previamente mergulhada em água fria, sobre papel vegetal.
Colocar a tampa da assadeira e levar ao forno frio. Ligar o forno a 220º / 230º e deixar cozer por 1h.
Nos últimos minutos, retirar a tampa para deixar dourar.


sexta-feira, 12 de março de 2010

Römertopf (II)

Ora, tinha ficada inacabada a crónica sobre a Römertopf que teve início aqui.

Decidida que estava a conseguir uma destas assadeiras, dediquei-me a procurar...

Do tópico no Forum dos Bimbólicos, concluí que não estava à venda em Portugal e que teria que ser encomendada (ainda fui espreitar ao CorteInglés, sem sorte nenhuma), mas a maioria dos sites que conseguia descobrir (alguns bem interessantes como este ou este ou este) eram americanos, e - caso vendessem para Portugal - os portes seriam disparatadamente caros.

A questão é que quando meto na cabeça que vou fazer uma coisa, é muito difícil convencer-me do contrário!

Já não sei bem como nem porquê, lembrei-me de ir espreitar ao E-Bay (mas não me agrada muito o formato em que eles funcionam) e à Amazon! Na Europa, a Amazon comercializa alguns dos modelos da Römertopf, mas apenas a Amazon UK faz envios (deste tipo de produto) para Portugal.

E assim foi! Dos vários modelos disponíveis, optei pelo Standard (#111-05) da linha Classic, capacidade de 2,5Kg - para 4 pesoas. Não é barato (39,5€), os portes também não (13,15€)... Mas é 'tecnologia' alemã, e a qualidade paga-se, e eu embirrei que havia de ter uma coisa destas!!!

Demorou quase 2 semanas a chegar, numa embalagem enoooooorme (para vir bem protegido) que eu tive que transportar comigo no metro! Depois de tanta luta, espera e esforço, o hubby tira a 'coisa' do pacote e diz: 'Está rachado!'

Cabeçadas na parede à parte e para abreviar, bastou uma troca de mails (em inglês) com a empresa alemã que fez a venda - a Amazon UK é apenas o intermediário - que se prontificou a enviar uma nova base para a Römertopf.

Mais uma semana e meia de espera e mais uma embalagem gigante para transportar até casa, mas desta vez chegou em perfeitas condições! Adoro esta sensação de 'objectivo alcançado'!

Até agora já fez dois pãezinhos, macios, dourados e de crosta crocante... lindos! Uma das próximas experiências há de ser assar um frango. Depois conto.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Römertopf (I)

Devo confessar que tenho uma certa atracção por utensílios de cozinha. É daquele tipo de coisas que adoro comprar! Mas também posso dizer, que da 'artilharia' pesada à mais ligeira, lá na cozinha tudo trabalha! Compro (ou oferecem-me) mas uso!

Ora estava eu, num destes serões, posta em sossego, quando me deparo com um tópico no Forum dos Bimbólicos, que falava de um pão que ia ao forno a cozer numa terrina alemã em terracota... Como geminiana que sou, não resisti e lá fui eu à descoberta... Tinha de saber mais sobre a tal de Römertopf!

Informação em português não se encontra nenhuma. O site oficial é alemão, mas tem disponível uma versão inglesa e uma francesa.



Basicamente, trata-se de uma linha alemã de assadeiras em terracota (argila cozida), material que - ao ser poroso - tem a capacidade de absorver água (é posto 'de molho' antes de utilizado) que vai posteriormente libertando lentamente sob a forma de vapor, por influência do calor do forno. Os alimentos cozinhados não perdem líquidos durante a cozedura, mantendo todo o aroma e sabor e podendo ser confeccionados praticamente sem gordura.


Estas questões todas do 'saboroso' e 'saudável' pareceram-me muito interessantes, mas a ideia que não me saía da cabeça era que esta assadeira devia ser óptima para o pão! É que uma das dificuldades dos padeiros 'amadores' é exactamente simular a humidade característica dos fornos profissionais, principalmente os fornos a lenha - que faz a crosta do pão ficar estaladiça!


Portanto, rapidamente concluí que queria uma Römertopf! Passo seguinte: descobrir onde/como comprar.

(continua...)

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pão de Mistura em Forma Römertopf

E depois de uma verdadeira telenovela para conseguir uma Römertopf - depois conto num outro post - eis que finalmente consigo apresentar o 1º pão assado na dita cuja!

A vontade de a experimentar era tanta, que o pão foi do mais simples possível:

Pão de Mistura
450 gr de farinha de trigo (T65)
50 gr de farinhas de centeio
25 gr de fermento de padeiro
300 gr de água
1 colher de chá (cheia) de sal

Introduzir os ingredientes na cuba da MFP pela ordem indicada (desfazer o fermento). Seleccionar o programa 'massa' - no meu caso é o 8 e demora cerca de 1h30.

No final do programa, retirar a massa da cuba para uma superfície enfarinhada e dar a forma desejada.
Polvilhar com farinha, fazer uns cortes e colocar na Römertopf, previamente mergulhada em água, sobre papel vegetal.

Colocar a tampa da assadeira e levar ao forno frio. Ligar o forno a 220º / 230º e deixar cozer por 1h. Nos últimos minutos, retirar a tampa para deixar dourar.


E aqui o interior...

Como creio que se pode ver pelo aspecto, a 1ª experiência não correu nada mal!

O miolo (ou miga, como dizem os especialistas) fica com uma textura muito agradável, macia mas firme. A crosta, esperava que ficasse mais crocante, mas ainda tenho que ajustar temperatura e tempo de forno; experimentar sem o papel vegetal... Ou seja: ainda agora começámos!

Mal posso esperar pelo próximo pãozinho.