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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Iogurte

Ao fim de semana, assim que acorda da sesta, a primeira coisa que a ‘pipoca’ pede (sejam já horas do lanche ou não) é o duto (iogurte)!
Seja simples ou com fruta ralada; natural ou de aroma, a tigela é rapada minuciosamente, sempre com um olhar guloso e atento, não vá escapar algum bocadinho…

De acordo com a informação disponibilizada no site de uma conhecida marca de iogurtes, «(o) Iogurte é um produto lácteo fresco, obtido pela fermentação do leite exclusivamente pelas bactérias Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus...» É, portanto, o tipo de bactérias utilizadas para a fermentação que define o que é ou não é iogurte.

Relativamente às propriedades nutricionais do iogurte, no mesmo site pode ainda ler-se: «Os iogurtes (…) possuem vários benefícios. (…) são uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, várias vitaminas e minerais, especialmente o cálcio.A presença de bactérias vivas e activas (…) torna o iogurte num alimento probiótico. Os principais efeitos benéficos destas bactérias prendem-se com a promoção do equilíbrio da flora intestinal (favorece as bactérias benéficas e inibe as patogénicas). Para além disso, estas bactérias facilitam a digestão de alguns nutrientes, nomeadamente as proteínas e o cálcio e tornam o iogurte um alimento geralmente bem tolerado (inclusivamente) por pessoas intolerantes à lactose*

É fácil compreender então a importância que é dada ao iogurte na alimentação infantil (e não só), estando inclusivamente indicados na prevenção e tratamento de diarreias.

Algumas questões importantes relacionadas com o iogurte foram respondidas pela Drª Solange Burri (microbióloga) no seu blogue BabySol (o texto apresentado à continuação foi adaptado):

- “Por vezes os iogurtes apresentam um líquido próprio. Qual é a opção certa? Aproveita-se ou é melhor deitar fora?”
- “Este líquido é soro de leite e contém vitaminas e sais minerais provenientes do leite, que devem ser aproveitados sempre! Deve pois misturar no iogurte.”

- “Posso com toda a segurança dar um iogurte aos meus filhos que tenha passado 3, 4 dias do prazo?”
- “Se o iogurte foi armazenado em perfeitas condições de frio, então aparentemente não há problemas. O iogurte é um alimento lacteo mas ácido, e portanto não tão interessante para a proliferação bacteriana. É mais interessante para os fungos, e estes evidenciam-se claramente a olho nú. Contudo, a flora bacteriana fermentativa deteriora-se ao longo do tempo e deste modo o efeito probiótico que se pretende atingir não é tão conseguido.”

Relativamente à questão do prazo de validade dos iogurtes, foi ainda referido num post do forum PinkBlue o resultado de um estudo realizado à flora do iogurte em que se concluiu, para todas as marcas testadas, que após a data de validade impressa na tampa, a flora bacteriana ‘boa’ era de 0 colónias.

Conclusão: poderão consumir-se os iogurtes passado 1 ou 2 dias do prazo, sim, se não houver evidências da sua alteração, nomeadamente fungos à superfície ou tampa ‘inchada’... Mas não para dar aos mais pequeninos, que devem ingerir os alimentos no máximo das suas potencialidades nutricionais. A eles, evitar inclusivamente dar iogurtes com prazo de validade já muito proximo (1 ou 2 dias), uma vez que a a flora bacteriana tende a diminuir drasticamente devido à produção de ácido láctico.


* Em que consiste a intolerância à lactose?
A dificuldade que algumas pessoas têm em digerir o leite, deve-se ao facto de não possuírem uma enzima intestinal – a lactase - necessária para a metabolização da lactose (o açúcar do leite). As bactérias presentes no iogurte conseguem decompor parcialmente este açúcar, reduzindo cerca de 25% do teor de lactose relativamente ao leite que lhe deu origem. Estas bactérias têm ainda um efeito estimulador da enzima lactase permitindo a pessoas intolerantes consumirem um produto lácteo com menos problemas.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Néctar... ou talvez não!

Hoje de manhã resolvi, em vez do galão habitual, acompanhar o pequeno-almoço com um sumo.

Não tendo na altura acesso a um sumo natural (acho que vou passar a trazer a Bimby para o emprego…), escolhi um Néctar de Laranja Cenoura e Manga, de uma marca conhecida.

Consultei o rótulo – como sempre – e afirmava ser composto por 50% de sumo de fruta à base de sumos concentrados (menosprezei esta questão do ‘concentrado’), 4,1g de açúcares (o que me pareceu aceitável), água, uns quantos ácidos reguladores não sei do quê e edulcorantes.

Senti-me confortável com a minha escolha… Consciente de estar longe da riqueza nutricional de um sumo de laranja acabado de espremer, mas ainda assim crente de que algo haveria de beneficiar com os anunciados 50% de sumo de fruta…

Nem a propósito, deparo-me no mesmo dia com um artigo (já antigo) da Drª Solange Burri que fala de… néctares de fruta!!! Conclusão: fiquei a sentir-me BURRA!

Ao longo do 1º semestre de 2008 a Drª Solange Burri publicou no seu blogue BabySol um conjunto de artigos, bem interessantes e úteis, alertando para uma série de produtos alimentares à disposição do consumidor que, na sua opinião, deveriam ser alvos a abater!

O ‘meu’ néctar estava na lista, e sobre ele e seus pares foram tecidas as seguintes considerações:


Qualquer sumo de fruta que obrigatoriamente refira no rótulo "à base de concentrado", foi submetido a um intenso processamento térmico que reduziu o seu volume de água e destruiu toda a sua composição vitamínica...

Posteriormente os concentrados de fruta são hidratados, acrescentam-lhes açúcar, como se a frutose (açúcar que a fruta possui naturalmente) já não fosse suficiente e pasteurizam-nos (novo tratamento…) para garantir a segurança alimentar...

Adicionam-lhes depois vitamina C sintética (ácido ascorbico = E300) e fazem imensa publicidade alegando tratarem-se de sumos naturais!!!!


E pronto… Bebi uma aguinha doce, com cor de laranja/cenoura/manga e uns aditivos à mistura… E amanhã regresso ao meu cafezinho com leite!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A Importância do Ferro na Alimentação Infantil (e não só!)

A Drª Solange Burri publicou recentemente no blogue BabySol - ao qual já fiz anteriormente referência - um artigo que achei bem interessante. Chama a atenção para a importância do ferro na alimentação e ensina-nos a comer (e a dar de comer) melhor!

As ideias principais, que complementei com informação da Wikipédia, são as seguintes:


O ferro é um mineral vital para o bom funcionamento do nosso organismo, desempenhando uma série de funções essenciais: contribui para a formação de glóbulos vermelhos; transporta o oxigénio para as células de todo o corpo...

Tanto o excesso como a deficiência de ferro podem ser prejudiciais. Esta última é conhecida popularmente como anemia e deve-se sobretudo à capacidade limitada do organismo para a absorção deste mineral, presente em grande parte dos alimentos de origem animal (ferro hémico) e vegetal (ferro não-hémico).

Uma alimentação equilibrada fornece o ferro necessário para o dia-a-dia. No entanto, Interessa desenvolver algumas estratégias alimentares que permitam, através da combinação de alguns alimentos e o evitar de outros, favorecer a absorção do ferro.

O ferro hémico, de absorção mais fácil, existe na carne, no peixe, na gema do ovo, nos cereais... enquanto o ferro não-hémico, de absorção mais difícil, apresenta-se nas leguminosas, nos espinafres, nos brócolos, sobretudo em legumes de folha verde escura.

A melhor forma de facilitar a absorção do ferro não-hémico (origem vegetal) é conjugá-lo com o ferro hémico (origem animal). Daí a importância da sopa com proteína animal (carninha ou peixinho) para o bebé... Seguida da fruta crua, que dispara com as probabilidades de rentabilizar o ferro dessa refeição, já que o ácido ascórbico (vitamina C) potencia a sua absorção pelo organismo.

Pelo contrário, o tanino presente no chá e no café inibem, em 64 e 33% respectivamente, a absorção de ferro, pelo que o seu consumo deve ser evitado após as refeições. O cálcio é igualmente inibidor da absorção de ferro, estando desaconselhadas sobremesas à base de produtos lácteos (iogurte, gelados...).